Um hóspede escorrega no chão molhado da receção e fratura o pulso. Uma criança magoa-se na piscina. Um cliente sofre uma intoxicação alimentar no restaurante do hotel. Em qualquer destes cenários, a pergunta que se segue é sempre a mesma: quem paga a indemnização, as despesas médicas e os eventuais custos judiciais?
A resposta está no seguro de Responsabilidade Civil de Exploração — a RC Exploração. É esta a cobertura que responde quando a sua unidade turística causa danos a hóspedes ou terceiros no decurso normal da atividade. Neste artigo, a Adler & Rochefort explica como funciona, o que cobre e que erros levam muitos gestores a descobrir, tarde demais, que estavam mal protegidos.
O que é, afinal, a RC Exploração
A RC Exploração cobre a responsabilidade civil da unidade turística por danos corporais e materiais causados a terceiros — hóspedes, visitantes, fornecedores — em consequência da sua atividade ou das suas instalações. Quando há culpa ou risco imputável ao estabelecimento, é esta apólice que assume a indemnização e os custos de defesa.
É importante distingui-la de outras coberturas: a RC Exploração não se confunde com o seguro de acidentes de trabalho (que protege colaboradores) nem com o multirriscos (que protege o património do próprio estabelecimento). A RC Exploração olha para fora — para os danos que a sua operação pode causar a quem a visita.
Situações típicas que a RC Exploração cobre
O dia a dia de uma unidade turística está cheio de momentos em que a responsabilidade pode ser acionada:
- Quedas e escorregadelas em zonas comuns, escadas, casas de banho ou junto à piscina
- Acidentes em piscinas, spas, ginásios e zonas de lazer
- Intoxicações alimentares ou reações alérgicas no restaurante ou bar
- Queda de objetos, mobiliário ou estruturas sobre hóspedes
- Danos causados por instalações deficientes (elétricas, elevadores, climatização)
- Acidentes em atividades organizadas pela unidade (passeios, transfers, animação)
- Danos em bens de terceiros à guarda do estabelecimento
O erro mais comum: capital insuficiente
Muitas unidades turísticas têm RC Exploração — mas com capitais demasiado baixos. Um único acidente grave, com lesões permanentes ou incapacidade, pode gerar uma indemnização de várias centenas de milhares de euros. Se o capital contratado for de 50.000€ ou 150.000€, o seguro paga até ao limite e o restante sai do património da empresa (e, em certos casos, dos sócios).
O capital deve ser dimensionado em função da exposição real: número de quartos, lotação máxima, existência de piscina, spa, atividades de animação e perfil dos hóspedes. Para a generalidade das unidades, capitais na ordem das centenas de milhares de euros — ou mais, em estabelecimentos de maior dimensão — são o ponto de partida razoável.
O que verificar na sua apólice de RC
Antes de assumir que está protegido, confirme estes pontos com o seu corretor:
- Capital por sinistro e por anuidade adequado à dimensão e atividades da unidade
- Inclusão expressa de piscina, spa, restauração, ginásio e atividades de animação
- Cobertura de intoxicação alimentar e de danos por produtos servidos
- Responsabilidade civil cruzada e danos a bens de hóspedes
- Custos de defesa jurídica e constituição de provisões para litígios
- Franquias claras e compatíveis com a sinistralidade esperada
- Âmbito territorial coerente com transfers e excursões fora das instalações
Na Adler & Rochefort revemos a RC Exploração da sua unidade turística, testamos os capitais face a cenários reais de sinistro e garantimos que não há atividades excluídas sem que saiba. Contacte-nos para uma análise gratuita e sem compromisso.