Um hóspede escorrega no chão molhado da receção e fratura o pulso. Uma criança magoa-se na piscina. Um cliente sofre uma intoxicação alimentar no restaurante do hotel. Em qualquer destes cenários, a pergunta que se segue é sempre a mesma: quem paga a indemnização, as despesas médicas e os eventuais custos judiciais?

A resposta está no seguro de Responsabilidade Civil de Exploração — a RC Exploração. É esta a cobertura que responde quando a sua unidade turística causa danos a hóspedes ou terceiros no decurso normal da atividade. Neste artigo, a Adler & Rochefort explica como funciona, o que cobre e que erros levam muitos gestores a descobrir, tarde demais, que estavam mal protegidos.

O que é, afinal, a RC Exploração

A RC Exploração cobre a responsabilidade civil da unidade turística por danos corporais e materiais causados a terceiros — hóspedes, visitantes, fornecedores — em consequência da sua atividade ou das suas instalações. Quando há culpa ou risco imputável ao estabelecimento, é esta apólice que assume a indemnização e os custos de defesa.

É importante distingui-la de outras coberturas: a RC Exploração não se confunde com o seguro de acidentes de trabalho (que protege colaboradores) nem com o multirriscos (que protege o património do próprio estabelecimento). A RC Exploração olha para fora — para os danos que a sua operação pode causar a quem a visita.

Situações típicas que a RC Exploração cobre

O dia a dia de uma unidade turística está cheio de momentos em que a responsabilidade pode ser acionada:

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O erro mais comum: capital insuficiente

Muitas unidades turísticas têm RC Exploração — mas com capitais demasiado baixos. Um único acidente grave, com lesões permanentes ou incapacidade, pode gerar uma indemnização de várias centenas de milhares de euros. Se o capital contratado for de 50.000€ ou 150.000€, o seguro paga até ao limite e o restante sai do património da empresa (e, em certos casos, dos sócios).

O capital deve ser dimensionado em função da exposição real: número de quartos, lotação máxima, existência de piscina, spa, atividades de animação e perfil dos hóspedes. Para a generalidade das unidades, capitais na ordem das centenas de milhares de euros — ou mais, em estabelecimentos de maior dimensão — são o ponto de partida razoável.

O que verificar na sua apólice de RC

Antes de assumir que está protegido, confirme estes pontos com o seu corretor:

Na Adler & Rochefort revemos a RC Exploração da sua unidade turística, testamos os capitais face a cenários reais de sinistro e garantimos que não há atividades excluídas sem que saiba. Contacte-nos para uma análise gratuita e sem compromisso.