Faça esta pergunta a dez empresários portugueses. Na maioria dos casos, a resposta será uma pausa incómoda seguida de um "há uns anos, acho eu." Essa pausa pode custar muito dinheiro.
Ao longo de mais de 15 anos a trabalhar com PMEs e grandes empresas em Portugal, identificámos um padrão que se repete independentemente do setor ou da dimensão da empresa: o seguro é contratado uma vez e depois esquecido. Renova automaticamente. O débito sai no final do mês. E a vida continua.
O problema? O seu negócio não ficou parado. A apólice, sim.
O número que deveria preocupar qualquer gestor
Existe um dado que nos preocupa genuinamente: 58% das empresas nunca revisaram a apólice de seguro após a assinatura inicial. Renovam ano após ano, com os mesmos valores e as mesmas coberturas — mesmo que a realidade do negócio seja completamente diferente.
Não se trata de negligência. Trata-se de uma falsa sensação de segurança que o mercado de seguros, infelizmente, alimenta: renova automático, fatura automático, e ninguém pergunta se o que está coberto ainda faz sentido para a sua realidade atual.
"Paga todos os meses. Pensa que está protegido. Mas no momento do sinistro — descobre que não estava."
O que muda numa empresa em 3 anos
Pense no que mudou na sua empresa desde que contratou o seguro atual. Provavelmente mais do que imagina:
- Equipamentos novos — comprou máquinas, computadores ou viaturas que não estão na apólice
- Mais colaboradores — a equipa cresceu mas a cobertura de acidentes de trabalho pode não refletir isso
- Novas instalações — um novo escritório, armazém ou loja sem cobertura específica
- Novos riscos do setor — ciber-ataques, responsabilidade ambiental, supply chain disruption
- Inflação nos ativos — o valor dos stocks e equipamentos subiu mas a cobertura ficou igual
Cada um destes pontos representa uma lacuna real na sua proteção — uma zona de sombra onde, no dia em que algo corra mal, a seguradora tem argumentos legítimos para pagar menos. Ou não pagar.
Um caso real: €180.000 que ninguém esperava perder
Trabalhámos com uma empresa de distribuição portuguesa com 12 colaboradores e 8 anos de atividade. Tinham seguro multirriscos desde a fundação. Renovavam automaticamente. Nunca tinham precisado de o usar — até ao dia em que houve um incêndio no armazém.
O prejuízo total foi de €230.000 em stocks e equipamentos destruídos. A apólice cobriu €50.000 — o valor declarado em 2016, quando o negócio era três vezes menor.
Esta não é uma história de má-fé da seguradora. É uma história de uma apólice que deixou de refletir a realidade do negócio — e ninguém percebeu, porque ninguém reviu.
Os 3 erros que encontramos sistematicamente
- Subcobertura por economizar na apólice — escolher o seguro mais barato no momento da contratação é uma decisão que muitas empresas pagam caro mais tarde. Valores de cobertura desatualizados não refletem o risco real.
- Não atualizar quando o negócio cresce — contratou o seguro em 2019? O seu negócio mudou. Novos equipamentos, mais colaboradores, novas instalações — tudo isso precisa de estar refletido na apólice.
- Confundir seguro pessoal com proteção empresarial — o seguro pessoal não cobre acidentes de trabalho. A viatura particular não cobre uso profissional. Misturá-los pode deixar brechas sérias.
O que fazemos numa revisão — e porque é gratuita
Na Adler & Rochefort, a revisão anual de apólice está incluída no serviço de todos os clientes. Para novos clientes, a primeira análise é sempre gratuita e sem compromisso. Analisamos:
- Se os valores segurados refletem o valor atual dos ativos
- Se todas as coberturas necessárias para o seu setor estão incluídas
- Se os novos riscos — ciber, ambiental, RC profissional — estão contemplados
- Se está a pagar por coberturas que já não fazem sentido para o negócio atual
- Se há condições mais competitivas nas nossas seguradoras parceiras
O objetivo não é vender mais. É garantir que quando precisar de acionar a apólice — seja um sinistro pequeno ou uma catástrofe — a cobertura está mesmo lá.
A pergunta que deve fazer hoje
Não precisa de fazer nada complicado. Basta responder honestamente: se hoje houvesse um incêndio, uma inundação ou um ciber-ataque na sua empresa, a sua apólice atual cobriria o prejuízo real?
Se a resposta for "não tenho a certeza", esse é o único sinal que precisa para agendar uma revisão.
"Não se trata de gastar mais em seguros. Trata-se de garantir que o que já está a pagar realmente o protege."
Em mais de 15 anos de trabalho com empresas portuguesas, nunca vimos nenhum cliente arrepender-se de ter feito uma revisão da apólice. Já vimos muitos arrependerem-se de não a ter feito.
Os dados apresentados baseiam-se na experiência acumulada da Adler & Rochefort e em estudos do setor segurador europeu. Os casos referidos são ilustrativos e foram anonimizados.