O seguro automóvel é obrigatório em Portugal desde 1980. Mas o facto de ser obrigatório não significa que a maioria dos condutores saiba realmente o que está — ou não está — coberto. A verdade é que muitos portugueses escolhem o seguro auto pelo preço e esquecem-se de verificar se a proteção é adequada à sua realidade.
Neste artigo, explicamos as diferenças entre os principais tipos de cobertura, os erros mais frequentes e o que deve exigir ao seu mediador de seguros.
Os três níveis de cobertura: qual é o certo para si?
O mercado segurador português oferece essencialmente três níveis de proteção para o seguro automóvel individual. A escolha certa depende do valor do veículo, do perfil de utilização e do nível de risco que está disposto a assumir.
- Responsabilidade Civil (obrigatório) — cobre os danos causados a terceiros em caso de acidente. É o mínimo legal exigido, mas não protege o seu próprio veículo nem os seus ocupantes.
- Terceiros Completo (RC + coberturas adicionais) — inclui a responsabilidade civil mais coberturas como furto, incêndio, fenómenos da natureza e assistência em viagem. Uma opção equilibrada para veículos com mais de 3-4 anos.
- Contra Todos os Riscos — a cobertura mais abrangente, que inclui também danos próprios por colisão ou capotamento. Recomendável para veículos novos ou de valor elevado.
"O seguro mais barato raramente é o mais económico. O custo real de um seguro inadequado só se descobre no dia do sinistro."
Os 5 erros mais comuns no seguro automóvel
Na nossa experiência de mais de 15 anos a aconselhar clientes particulares e empresariais, estes são os erros que se repetem com maior frequência:
- Escolher apenas pelo preço — um prémio baixo pode esconder franquias elevadas, exclusões importantes ou limites de cobertura insuficientes. Compare sempre as condições, não apenas o preço.
- Não declarar o uso profissional do veículo — se utiliza o carro pessoal para deslocações de trabalho regulares, entregas ou transporte de mercadorias, a seguradora pode recusar o sinistro se o uso profissional não estiver declarado.
- Ignorar o valor real do veículo — muitas apólices mantêm um valor segurado que já não corresponde ao valor de mercado. No caso de perda total, receberá menos do que o veículo vale realmente.
- Não incluir proteção jurídica — em caso de litígio após um acidente, os custos legais podem ultrapassar facilmente os €5.000. A proteção jurídica é uma cobertura de baixo custo que muitos ignoram.
- Esquecer a cobertura de ocupantes — a responsabilidade civil obrigatória cobre terceiros, mas os ocupantes do seu veículo podem ficar desprotegidos. É especialmente importante se transporta família regularmente.
Quando faz sentido mudar de seguradora?
Ao contrário do que muitos pensam, a fidelidade a uma seguradora nem sempre é recompensada. O mercado é competitivo e as condições variam significativamente de ano para ano. Há sinais claros de que chegou a hora de pedir uma segunda opinião:
- O prémio aumentou mais de 10% sem justificação clara (sinistro, idade do veículo)
- A seguradora recusou ou dificultou a gestão de um sinistro
- Nunca lhe propuseram uma revisão proativa das coberturas
- Comprou um veículo novo e manteve as mesmas condições do anterior
- Tem mais de um veículo e não tem condições de multiveículo
O papel do mediador de seguros: porque faz diferença
Contratar diretamente com uma seguradora ou através de um comparador online pode parecer mais simples, mas há uma diferença fundamental: o mediador trabalha para si, não para a seguradora.
Um mediador autorizado pela ASF analisa as suas necessidades reais, compara propostas de várias seguradoras e acompanha-o durante toda a vida da apólice — incluindo na gestão de sinistros, que é precisamente quando a qualidade do serviço faz a maior diferença.
Na Adler & Rochefort, a análise do seu seguro automóvel é gratuita. Comparamos condições em várias seguradoras parceiras e apresentamos a solução que melhor se adapta ao seu perfil — sem compromisso.
"O seguro automóvel não é um custo — é a diferença entre um inconveniente e uma catástrofe financeira."
A Adler & Rochefort é uma mediadora de seguros registada na ASF — Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões.