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Seguro de saúde internacional · Brasileiros no exterior

Seguro de saúde internacional para brasileiros que vivem fora do Brasil

Portugal, Espanha, Itália, Irlanda, Singapura, Panamá: cada ano mais famílias brasileiras mudam-se para fora do país. Um seguro de saúde internacional acompanha-o de país em país, dá acesso a hospitais privados e pode cobrir as visitas à família no Brasil. A regra mais importante é simples: é para quem vive fora do Brasil.

Agente de seguros registado na ASF n.º 425591790/3 · Lisboa · Revisto a 20 de outubro de 2026

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Hugo Gonçalves

Escrito e revisto por Hugo Gonçalves, fundador e especialista em gestão de risco da Adler & Rochefort. Licenciado em Gestão de Empresas (University of Hertfordshire) e em formação contínua no Chartered Insurance Institute (CII), Londres.

Em resumo

  • Elegíveis: cidadãos brasileiros com residência principal fora do Brasil, e as suas famílias.
  • Não elegíveis: residentes no Brasil, porque o país exige seguro de uma seguradora local.
  • Seguradoras: Allianz Care e Cigna Global, comparadas nas mesmas condições.
  • Visitas ao Brasil: com a Cigna Global, estadias temporárias no país da nacionalidade até 180 dias por ano, quando o Brasil está na área de cobertura.
  • Resposta por escrito num dia útil, em português.

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Quem pode contratar

Os planos internacionais são desenhados para quem vive fora do país da sua nacionalidade. Um brasileiro que vive em Lisboa, Madrid, Dublin ou Singapura é elegível; um brasileiro que vive no Brasil não é, porque o Brasil exige que o seguro de saúde dos residentes seja feito com uma seguradora autorizada no país. O que conta é o país de residência principal, onde passa a maior parte do ano. Quem tem dupla nacionalidade, por exemplo brasileira e portuguesa ou italiana, deve indicar as duas: a elegibilidade é analisada com base em ambas.

O PB4 não substitui um seguro de saúde

O Certificado de Direito à Assistência Médica (CDAM, conhecido como PB4) resulta do acordo entre o Brasil e Portugal (também existem acordos com Itália e Cabo Verde). É emitido pelo governo brasileiro para quem está vinculado ao INSS, incluindo aposentados e pensionistas, e dá acesso ao Serviço Nacional de Saúde nas mesmas condições dos residentes, durante o período indicado no certificado (Eurodicas).

É útil, mas tem limites: é temporário, não cobre a rede privada, nem repatriação, e depende das listas de espera do SNS. Um seguro privado continua a ser o que garante acesso rápido a hospitais privados e cobertura fora de Portugal.

Portugal: seguro português ou internacional?

Para quem vai viver em Portugal há duas soluções. Um seguro de saúde português é mais barato e pensado para tratamento em Portugal, mas exclui doenças pré-existentes, tem períodos de carência e exige NIF e morada em Portugal para cada pessoa segura. Um plano internacional custa mais, mas cobre-o em toda a área escolhida, incluindo o Brasil, e continua se mudar de país. Explicamos a escolha em detalhe no artigo sobre plano de saúde em Portugal para brasileiros.

Vistos e autorizações de residência

Muitos consulados pedem prova de seguro de saúde ou de viagem no pedido de visto de residência, e alguns aceitam o PB4 para Portugal. As listas mudam com frequência e variam por consulado e tipo de visto, por isso confirme a lista do seu caso. Com um plano internacional emitimos o certificado de seguro em português ou inglês assim que a apólice entra em vigor.

Para onde vai: o que muda

  • Portugal, Espanha e o resto da Europa: a Allianz Care oferece uma área só Europa, mais económica; ambas oferecem área mundial sem os EUA, para quem quer ser tratado também fora da Europa.
  • Ásia e América Latina: área mundial sem os EUA, com evacuação médica.
  • Estados Unidos: quem reside nos EUA precisa de um seguro conforme as regras americanas, que analisamos caso a caso.
  • Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e China continental: exigem seguro de uma seguradora local, por isso um plano internacional não serve como seguro principal.

Idade e historial médico

Os planos internacionais são subscritos individualmente: declara o seu historial clínico e a seguradora pode cobrir uma doença normalmente, excluí-la ou aplicar um agravamento. As idades de entrada variam entre seguradoras. Indique-nos a idade de cada pessoa do agregado e dizemos de imediato que planos estão abertos.

Perguntas frequentes

Sou brasileiro e vou viver na Europa. Posso ter um seguro internacional?

Sim, a partir do momento em que a sua residência principal passa a ser fora do Brasil. O que não é possível é ter um plano internacional como residente no Brasil, porque o país exige seguro de uma seguradora local.

O seguro cobre-me quando visito a família no Brasil?

Com a Cigna Global, estadias temporárias no país da nacionalidade estão cobertas até 180 dias por ano de apólice, desde que o Brasil esteja na área de cobertura escolhida, como a área mundial sem os EUA.

Tenho PB4. Preciso de seguro?

O PB4 dá acesso ao SNS em Portugal durante o período do certificado, mas não cobre hospitais privados nem repatriação e é temporário. Um seguro privado dá acesso rápido à rede privada e cobertura fora de Portugal.

Tenho dupla nacionalidade brasileira e portuguesa e vivo em Portugal. Sou elegível?

Depende da seguradora, porque vive num país de que também é nacional. Indique as duas nacionalidades no pedido e confirmamos antes de cotar. Se o plano internacional não for possível, o seguro de saúde português é a alternativa.

Posso incluir a família?

Sim. Um único contrato pode cobrir cônjuge e filhos, mesmo que vivam em países diferentes dentro da área de cobertura.