Seguro de saúde para si e para a sua família
O SNS garante cobertura universal, mas as listas de espera para especialistas e cirurgias programadas são reais. Um seguro de saúde privado compra o que o SNS não vende: tempo — acesso rápido a consultas, exames e rede convencionada, sem substituir a urgência pública.
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SNS vs. seguro de saúde privado
O Serviço Nacional de Saúde cobre qualquer residente em Portugal, incluindo urgências, sem exigir seguro nenhum. O que um seguro de saúde privado acrescenta não é a cobertura em si — é o tempo de acesso: marcar uma consulta de especialidade em dias em vez de meses, escolher o hospital ou clínica, e evitar listas de espera para cirurgias programadas.
Na prática, a maioria dos nossos clientes usa os dois em paralelo: SNS para a urgência e para tudo o que já está a decorrer lá, seguro privado para consultas, exames e cirurgias programadas onde o tempo de espera é o que mais pesa na decisão.
Coberturas essenciais
A base de qualquer apólice de saúde individual ou familiar.
Ambulatório
Consultas de especialidade, exames de diagnóstico e meios complementares. É a cobertura mais usada no dia a dia e a que mais reduz o tempo de espera face ao SNS.
Internamento
Hospitalização, cirurgia e cuidados intensivos. Os capitais e a rede de hospitais convencionados variam significativamente entre seguradoras — é o ponto que mais vale a pena comparar.
Cirurgia programada
Intervenções agendadas fora do contexto de urgência — exatamente onde as listas de espera do SNS costumam ser mais longas.
Rede convencionada
Prestadores com acordo direto com a seguradora, sem adiantar o pagamento. A dimensão e a qualidade da rede na sua zona pesa tanto quanto o prémio na escolha do plano.
Segunda opinião médica
Acesso a um segundo parecer especializado antes de uma decisão clínica importante, incluído na generalidade dos planos de gama média e alta.
Copagamentos
Uma parte do custo de cada ato fica a cargo do segurado — normalmente reduz o prémio face a um plano sem copagamento. Faz parte da comparação, não é letra pequena a evitar.
Períodos de carência e doenças pré-existentes
É o tema que gera mais dúvidas, e a distinção importa: uma carência é temporária — expira e a cobertura ativa-se; uma exclusão não expira enquanto a apólice vigorar. São coisas diferentes, e as propostas nem sempre as separam com clareza.
Carências habituais: 60 a 90 dias para consultas e exames, 6 meses para cirurgias programadas. Para doenças pré-existentes, a maioria das seguradoras aplica uma carência alargada de 365 dias a contar do início da cobertura — decorrido esse prazo, a condição fica coberta em vez de excluída. Não é universal: algumas seguradoras excluem certas condições em definitivo, por isso vale a pena confirmar caso a caso antes de decidir, não depois.
Quem já tem uma apólice de saúde equivalente e muda de seguradora normalmente não repete as carências já cumpridas, desde que as coberturas e capitais sejam semelhantes — é um dos pontos que verificamos na consulta ao mercado.
Erros mais comuns
Não declarar uma condição pré-existente
Omitir uma doença já diagnosticada no questionário de adesão pode anular a cobertura precisamente quando é mais necessária. Aprofundámos o tema em seguro de saúde com doenças pré-existentes.
Comparar só o prémio
Duas apólices com o mesmo prémio podem ter redes convencionadas, capitais de internamento e copagamentos completamente diferentes. Sem comparar isso, comparar o prémio não diz nada.
Esquecer o NIF das pessoas seguras
É exigido para todas as pessoas incluídas na apólice, incluindo menores — sem ele, a seguradora não consegue emitir a proposta.
Não confirmar a rede convencionada na sua zona
Uma rede extensa a nível nacional pode não ter cobertura relevante onde vive. Vale a pena confirmar os prestadores mais próximos antes de decidir, não depois de precisar deles.
Deixar a apólice caducar entre seguradoras
Um intervalo sem cobertura, ainda que curto, pode obrigar a repetir carências que já tinha cumprido. A transição deve ser coordenada para não haver hiato.
Como trabalhamos
Enquadramento
Analisamos quem vai ser segurado, o histórico clínico relevante e a apólice atual, se existir. É nesta fase que identificamos as carências que já foram cumpridas e podem ser preservadas.
Consulta ao mercado
Levamos o mesmo perfil a várias seguradoras. Como mediador registado na ASF não representamos uma companhia — negociamos com todas as que aceitam o risco.
Comparação lado a lado
Recebe as propostas numa tabela única: capitais, rede convencionada, carências, exclusões e prémio. Sem comparar exclusões, comparar prémios não diz nada.
Adesão e acompanhamento
Tratamos da adesão e ficamos como interlocutor sempre que precisar — desde uma dúvida sobre rede convencionada até um sinistro de internamento.
Comparamos as seguradoras com que trabalhamos
Perguntas frequentes
O seguro de saúde é obrigatório em Portugal?
Não. O SNS garante cobertura universal a qualquer residente. O seguro de saúde privado é complementar — compra acesso mais rápido a especialistas, exames e cirurgias programadas.
O que são períodos de carência?
O tempo entre o início da apólice e a ativação de determinadas coberturas. São habituais 60 a 90 dias para consultas e exames, 6 meses para cirurgias programadas, e uma carência alargada de 365 dias para doenças pré-existentes na maioria das seguradoras.
As doenças pré-existentes ficam sempre excluídas?
Não necessariamente. Depende da seguradora: algumas cobrem a condição decorrida a carência alargada de 365 dias, outras mantêm-na excluída em definitivo. É um dos pontos que verificamos na consulta ao mercado.
Posso mudar de seguradora sem repetir as carências já cumpridas?
Em regra sim, vindo de uma apólice de saúde equivalente, com coberturas e capitais semelhantes — mas confirmamos sempre caso a caso antes de recomendar a mudança.
As crianças precisam de NIF próprio na apólice?
Sim. É exigido para todas as pessoas seguras, incluindo menores, para a seguradora poder emitir a proposta.
Quantas pessoas posso incluir na mesma apólice?
Normalmente o agregado familiar completo, cada pessoa com a sua própria idade e eventuais condições pré-existentes declaradas separadamente.
Quanto tempo demora a cotação?
Respondemos em 24 horas úteis quando temos a idade de cada pessoa a segurar e, se aplicável, as condições pré-existentes a declarar.
Riscos relacionados
Uma revisão de seguros de saúde é, quase sempre, o ponto de partida para rever o resto da proteção pessoal:
- Seguro de habitação — Quando se revê a saúde do agregado familiar, faz sentido rever ao mesmo tempo a proteção da casa onde vive.
- Private Clients — Para agregados com cobertura internacional, hospitais fora de Portugal ou capitais acima do plano padrão.

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