Seguro de frota para empresas
A partir de três viaturas, gerir apólices individuais custa mais do que o prémio. Uma apólice de frota concentra vencimento, sinistralidade e negociação num único contrato.
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O que a lei exige
A obrigação de seguro é a mesma de qualquer veículo: responsabilidade civil automóvel, com capitais mínimos de 6.450.000 € para danos corporais e 1.300.000 € para danos materiais por sinistro. O que muda numa frota não é a obrigação, é a forma como o risco é subscrito e tarifado.
Se a empresa tem trabalhadores que conduzem no exercício das suas funções, o seguro de acidentes de trabalho é igualmente obrigatório e cobre o condutor enquanto trabalhador — o que a responsabilidade civil automóvel, por definição, não faz. Um acidente in itinere ou em serviço é, simultaneamente, um sinistro automóvel e um acidente de trabalho.
Nas frotas afetas a transporte remunerado de passageiros aplicam-se ainda as obrigações do regime respetivo — nomeadamente o seguro TVDE, com a cobertura de acidentes pessoais dos passageiros que a Lei n.º 45/2018 exige.
Coberturas essenciais
A base de qualquer apólice de frota, aplicável a todas as viaturas do contrato.
Responsabilidade civil automóvel
Cobertura obrigatória para cada viatura da frota, com os capitais mínimos legais. Numa apólice de frota é subscrita em bloco, o que permite negociar sobre a exposição agregada em vez de viatura a viatura.
Acidentes de trabalho
Obrigatório para os colaboradores que conduzem em serviço. Frequentemente contratado à parte, mas deve ser revisto ao mesmo tempo que a frota para que os prémios e os vencimentos fiquem alinhados.
Proteção dos condutores
Responde pelos danos corporais de quem vai ao volante. Numa frota com vários condutores por viatura, é o que evita que a proteção dependa de quem conduzia naquele dia.
Assistência em viagem
Reboque, desempanagem e transporte de ocupantes. Em frota, o critério relevante é a franquia quilométrica e o tempo de resposta contratado, não a existência da cobertura.
Coberturas recomendadas além do mínimo
As coberturas que distinguem uma frota gerida de uma frota apenas segurada.
Danos próprios em bloco
Contratados para toda a frota com franquia uniforme. Simplifica a gestão e evita que apenas as viaturas mais recentes fiquem protegidas.
Viaturas de substituição
Definidas por escalão de viatura. Numa frota operacional, o custo de imobilização ultrapassa quase sempre o custo da cobertura.
Mercadoria transportada
A carga não está coberta pelo seguro automóvel. Para distribuição e logística é uma cobertura autónoma, tratada no artigo sobre seguros para empresas de distribuição.
Responsabilidade civil de exploração
Cobre os danos causados a terceiros na operação — cargas e descargas, manobras em instalações de clientes — que o seguro automóvel não abrange.
Quebra isolada de vidros
Sinistro de alta frequência e baixo valor. Contratada em separado, evita degradar o histórico de sinistralidade que determina a renovação da frota.
Gestão documental centralizada
Certificados, cartas verdes e vencimentos num único ponto. Não é uma cobertura, é o que impede que uma viatura circule com o seguro vencido.
Erros mais comuns
Renovar viatura a viatura
Vencimentos dispersos impedem negociar o conjunto e obrigam a repetir doze vezes por ano o mesmo processo administrativo.
Não acompanhar a sinistralidade
Numa frota, a taxa de sinistralidade determina a renovação seguinte. Sem a medir por viatura e por condutor, não há como agir sobre ela. Aprofundámos o tema em erros comuns na gestão de seguros de frota.
Ignorar a utilização real das viaturas
Uma viatura de serviço usada para transferes turísticos ou para TVDE tem uma utilização diferente da declarada. A divergência é oponível pela seguradora.
Esquecer os acidentes de trabalho
O seguro automóvel não cobre o condutor-trabalhador. Sem apólice de acidentes de trabalho, o custo das prestações recai sobre a empresa.
Deixar cair viaturas do contrato
Entradas e saídas não comunicadas geram períodos sem cobertura. A movimentação da frota tem de ser reportada à seguradora, não anotada internamente.
Como trabalhamos
Enquadramento
Analisamos a atividade, os capitais em causa e a apólice atual, se existir. É nesta fase que aparecem as divergências entre o risco real e o risco declarado.
Consulta ao mercado
Levamos o mesmo risco, descrito da mesma forma, a várias seguradoras. Como mediador registado na ASF não representamos uma companhia — negociamos com todas as que subscrevem o risco.
Comparação lado a lado
Recebe as propostas numa tabela única: capitais, franquias, exclusões e prémio. Sem comparar exclusões, comparar prémios não diz nada.
Emissão e sinistros
Tratamos da emissão e ficamos como interlocutor em caso de sinistro. A participação, a peritagem e o acompanhamento até ao pagamento passam por nós.
Comparamos o mercado
Perguntas frequentes
A partir de quantas viaturas compensa uma apólice de frota?
Habitualmente a partir de três. Abaixo disso a vantagem é sobretudo administrativa; acima disso passa a haver também margem de negociação sobre a sinistralidade agregada.
Posso ter ligeiros, pesados e viaturas TVDE na mesma apólice?
Depende da seguradora. Algumas aceitam frotas mistas; outras exigem contratos separados por tipo de utilização, sobretudo quando existe transporte remunerado de passageiros. É um dos pontos que verificamos na consulta ao mercado.
O que acontece quando entram ou saem viaturas?
A apólice de frota prevê movimentação durante a vigência, com acerto de prémio. O essencial é comunicar a alteração à seguradora no momento — uma viatura não comunicada não está coberta.
A sinistralidade de uma viatura afeta as restantes?
Sim. Na frota, a tarifação é feita sobre o conjunto, pelo que a sinistralidade individual influencia a renovação de todo o contrato. É a razão pela qual vale a pena separar os sinistros de baixo valor em coberturas autónomas.
O seguro de frota cobre a mercadoria transportada?
Não. A carga exige uma cobertura autónoma de mercadorias transportadas, contratada em separado do seguro automóvel.
E os colaboradores que usam viatura própria em serviço?
A viatura própria mantém a sua apólice, mas a empresa continua exposta em sede de acidentes de trabalho e, em certos casos, de responsabilidade civil. É uma situação que deve ficar expressamente enquadrada.
Quanto tempo demora a cotar uma frota?
Respondemos em 24 horas úteis quando temos a listagem de viaturas com matrícula, ano e utilização, e o histórico de sinistralidade dos últimos três anos.
Riscos relacionados
Uma frota traz consigo exposições que a apólice automóvel não cobre:
- Seguro TVDE — Viaturas afetas a plataformas de transporte de passageiros precisam de utilização declarada; uma apólice particular pode recusar o sinistro.
- Multirriscos empresarial — Instalações, oficina, stock de peças e responsabilidade civil de exploração ficam de fora do seguro das viaturas.

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