Um património composto por mais do que um imóvel, uma coleção, um automóvel clássico ou uma embarcação raramente está protegido por uma única apólice bem desenhada. Está protegido por várias apólices, contratadas em alturas diferentes, com datas de renovação diferentes e, com frequência, capitais desatualizados.

O risco não é a ausência de seguro — é a fragmentação. Sobreposições que pagam prémio a mais por coberturas duplicadas. Lacunas que só aparecem no momento do sinistro, quando já é tarde para as corrigir.

Não é uma questão de valor, é de complexidade

Trabalhamos com clientes cujo património justifica uma abordagem diferente da apólice única e genérica — não porque o valor seja elevado, mas porque a natureza do risco é mais complexa. Vários imóveis com utilizações distintas (residência própria, segunda habitação, arrendamento sazonal). Uma coleção de arte ou joalharia que cresce ao longo dos anos. Um ou mais automóveis clássicos. Uma embarcação de recreio. Cada um destes ativos tem lógicas de avaliação, cláusulas e exclusões próprias — e raramente convivem bem dentro de uma única apólice multirriscos genérica.

Os pontos que mais falham

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Quando um sinistro envolve mais do que uma apólice

Um incêndio que danifica uma residência e uma coleção de arte guardada nela pode envolver duas apólices distintas — a do imóvel e a dos bens de valor — e, com alguma frequência, duas seguradoras diferentes com peritagens independentes. Sem uma visão de conjunto, o segurado fica a coordenar sozinho dois processos de sinistro em paralelo, cada um com os seus prazos, franquias e documentação.

É esta coordenação — saber de antemão que apólice responde por quê, e ter a documentação de avaliação pronta antes de precisar dela — que distingue uma carteira de seguros bem gerida de um conjunto de apólices que apenas coexistem.

O que analisamos numa revisão de Private Clients

  1. Inventário de todas as apólices em vigor e respetivas datas de renovação.
  2. Capitais seguros de cada bem, comparados com o valor atual (reconstrução, mercado ou acordado, conforme o ativo).
  3. Sobreposições e lacunas de cobertura entre apólices.
  4. Exclusões específicas — desocupação, armazenamento, utilização, transporte — aplicáveis a cada bem.
  5. Exposição de responsabilidade civil fora do âmbito familiar comum.
  6. Um plano de coordenação para o caso de um sinistro envolver mais do que uma apólice.

Na Adler & Rochefort esta análise é o ponto de partida do nosso trabalho com Private Clients — não uma lista de produtos, mas uma leitura do risco real de cada património antes de qualquer proposta.

Continuar neste tema: Subseguro: o erro que pode reduzir uma indemnização · Investimento americano no segmento de luxo em Portugal

Precisa de uma revisão do seu conjunto de apólices? A página de Private Clients descreve a nossa abordagem a residências de elevado valor, arte e coleções, automóveis clássicos e embarcações.