Arte, joias e relógios
Seguro para coleções de arte, joias e relógios em Portugal e em Espanha. O seguro de recheio corrente limita o que paga por objeto e por categoria; acima desses limites, a peça simplesmente não está segura. Especificamos as peças que importam por valor acordado, numa apólice todos os riscos, e dizemos por escrito o que pagaria hoje.
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O limite por objeto decide tudo
Um multirriscos habitação indica um capital total de recheio e, nas condições particulares, limita o que paga por cada objeto. Esse limite situa-se muitas vezes entre 1.500 € e 5.000 €. Acima dele, o excesso não está seguro, por maior que seja o capital do recheio.
Há ainda um segundo limite: os objetos de valor no seu conjunto ficam muitas vezes restritos a 20% a 25% do capital do recheio. Os dois limites aplicam-se ao mesmo tempo, e vale o mais baixo. A única forma de sair deles é especificar a peça, com descrição e valor próprios.
Valor acordado, não valor apurado depois do sinistro
Uma peça especificada por valor acordado tem o valor fixado no início do contrato, com base numa avaliação. Numa perda total — furto sem recuperação, destruição — é esse o valor pago, sem discussão sobre depreciação.
Nas condições Private Clients que colocamos, a proteção vai mais longe quando o mercado sobe:
- Obras de arte: se uma obra especificada valer mais do que o capital seguro e tiver sido avaliada por um profissional nos cinco anos anteriores ao sinistro, a apólice paga o valor de mercado até ao dobro do capital, com um acréscimo máximo de 5 milhões de euros.
- Joias, relógios e outros objetos de valor: o mesmo princípio, com uma janela de avaliação de dois anos, até ao capital total da categoria.
A data do certificado de avaliação faz parte da cobertura: arte reavaliada pelo menos de cinco em cinco anos, joias e relógios de dois em dois.
Quem segura arte, joias e relógios: Chubb, Hiscox e Liberty
Colocamos coleções em três seguradoras. Não são equivalentes: cada uma serve uma casa e uma coleção diferentes. A escolha depende da casa, de onde as peças estão guardadas e de quantas vezes são usadas, e comparamos as condições lado a lado antes de recomendar uma.
Chubb — Masterpiece Signature
Para casas com capital de edifício a partir de 1.000.000 €, com a arte, as joias e os relógios na mesma apólice.
- Objetos de valor cobertos em qualquer parte do mundo. As peças listadas como guardadas em cofre ou em cofre bancário só estão cobertas aí, salvo acordo prévio; joias e relógios não listados têm limite de 25.000 € no total e 7.500 € por peça.
- Proteção quando o mercado sobe: se uma peça especificada valer mais do que o capital seguro à data do sinistro, é pago o valor de mercado. Joias e relógios avaliados nos últimos dois anos, até ao capital total da categoria; arte avaliada nos últimos cinco anos, até ao dobro do capital, com um acréscimo máximo de 5 milhões de euros.
- A desvalorização depois de um sinistro coberto é indemnizada, mesmo depois de a peça ser reparada.
- Novas aquisições cobertas automaticamente, se declaradas em 90 dias: arte até 25% do seu capital (máximo de 5 milhões €); outras categorias até 25% (máximo de 500.000 € cada).
- Escolha entre indemnização em dinheiro ou reparação e substituição por um prestador à sua escolha; sem franquia em sinistros acima de 10.000 €.
Hiscox — seguro de habitação para residentes
Para habitação permanente em Portugal ou em Espanha, com recheio a partir de 150.000 €.
- Arte e antiguidades, e objetos de valor e bens pessoais, seguros em secções próprias, com extensão «todos os riscos».
- Bens pessoais cobertos em todo o mundo, até ao limite indicado nas condições particulares.
- Sem franquia em sinistros acima de 10.000 €, exceto sismo.
- A cobertura de furto pode exigir alarme ligado a central e revisto todos os anos.
- Segundas habitações: o seguro Hiscox para casas de férias não cobre joias nem relógios; os objetos de valor guardados numa segunda casa precisam de outra solução.
Liberty Mutual e Innovarisk
Home Plus da Liberty Mutual para a casa (recheio a partir de 150.000 €), com a coleção colocada no Arte by Innovarisk.
- Obras de arte cobertas em todo o mundo; joias e relógios seguros como objetos de valor, com o capital repartido entre cofre bancário, habitação e todo o mundo.
- As peças listadas são pagas pelo valor listado. As não listadas têm um limite de 3.750 € por objeto, par ou conjunto, por isso todas as peças importantes têm de estar na lista.
- A desvalorização depois do restauro é paga para arte e para objetos de valor, e o valor acrescido de pares e conjuntos é considerado.
- Franquia à escolha: 0 €, 1.000 €, 2.500 € ou 5.000 €.
- Só para coleções privadas: ficam excluídos os bens de comércio e as avarias mecânicas ou elétricas de um relógio.
O que precisamos para um parecer por escrito
- A lista das peças que importam: autor, técnica e dimensões na arte; marca, modelo, referência e número de série nos relógios; metal, pedras e certificados nas joias.
- Avaliações e faturas, com as respetivas datas, e uma fotografia de cada peça.
- Onde estão guardadas: marca, modelo e certificação do cofre, cofre bancário, alarme e se está ligado a central.
- Que peças são usadas ou viajam, e com que frequência.
- A apólice atual, se existir.
Condições resumidas a partir dos documentos de cada seguradora; prevalecem sempre a apólice emitida e as condições particulares, e a cobertura está sujeita à aceitação da seguradora.
Dano parcial: restauro e desvalorização
Uma obra danificada pode ser restaurada, mas raramente recupera todo o valor. Uma boa secção de arte paga o restauro por um conservador aceite pelas duas partes e paga também a desvalorização que fica depois do restauro. Um recheio corrente paga a fatura da reparação e dá o assunto por encerrado.
Nos pares e conjuntos — um brinco, uma de duas jarras, um conjunto de joalharia — a perda de uma peça não reduz o valor do conjunto a metade. As condições que colocamos permitem entregar a peça que sobra e ser indemnizado pelo conjunto inteiro.
Perda, furto e dano acidental
A cobertura por riscos nomeados responde ao furto e, em muitas apólices portuguesas, só ao furto com arrombamento ou violência. Não responde à perda: a pedra que sai do engaste, o anel que cai num ralo, o relógio esquecido no quarto de hotel. A cobertura todos os riscos responde.
As peças especificadas podem ter cobertura em todo o mundo. Leia as condições: em viagem, as peças seguem normalmente na bagagem de mão; no hotel, a cobertura pode depender do uso do cofre; e algumas apólices excluem objetos deixados num veículo.
Cofre, alarme e outras condições de guarda
Acima de certos valores, a apólice impõe condições de segurança — e são condições, não recomendações. Se não estavam cumpridas no momento do sinistro, a indemnização falha, seja qual for o valor acordado. É habitual pedir-se um cofre com classificação europeia, ancorado; que as peças acima de um certo valor fiquem no cofre quando não são usadas ou quando a casa fica vazia de noite; e um alarme de grau definido, por vezes ligado a central.
Combinamos consigo condições que a casa consegue cumprir na prática, em vez de condições aceites no início e esquecidas depois.
Título, encomendas, empréstimos e novas aquisições
- Título defeituoso: se um terceiro reclamar uma obra especificada comprada durante o seguro, a apólice paga os custos de defesa e, se a reclamação vingar, a perda da obra, até um montante anual definido. Não se aplica quando o problema era conhecido ou detetável com uma verificação razoável da proveniência.
- Obras encomendadas: uma peça danificada antes de concluída fica coberta pelos materiais e mão de obra pagos ou contratados.
- Empréstimos: obras emprestadas a si estão cobertas nos primeiros sete dias; as suas obras emprestadas a um museu continuam cobertas, desde que a seguradora seja informada antes.
- Novas aquisições: cobertas automaticamente durante 90 dias, até um quarto do capital da categoria; declare-as dentro desse prazo.
Exclusões a ter presentes: danos durante limpeza, restauro ou mudança de moldura, deterioração gradual, ação da luz e pragas.
Portugal e Espanha
As regras de especificação, valor acordado e todos os riscos funcionam da mesma forma nos dois países, e as condições Private Clients que colocamos cobrem peças guardadas em qualquer um deles. Três diferenças:
- Catástrofes: em Espanha, sismos, inundações extraordinárias e tempestades atípicas são indemnizados pelo Consorcio de Compensación de Seguros, a partir dos capitais da apólice. Em Portugal, o sismo é uma cobertura opcional que, para uma coleção, convém contratar.
- Furto sem violência: as apólices distinguem roubo de furto (em Espanha, robo e hurto). A cobertura corrente responde ao primeiro e limita ou exclui o segundo, sobretudo fora de casa.
- Saída de obras: obras antigas podem precisar de autorização de exportação ao abrigo da lei do património, em Portugal como em Espanha, antes de seguirem para um restaurador ou outra casa. O tempo de espera tem de estar coberto.
O que precisamos para preparar o parecer
- A lista das peças que importam, com descrição: autor, técnica e dimensões; marca, modelo e referência nos relógios; metal, pedras e certificados nas joias.
- As avaliações que tiver, com data.
- Onde estão guardadas e que segurança existe (cofre, alarme).
- A apólice atual, se houver.
Respondemos por escrito: o que a apólice atual pagaria hoje, onde fica aquém e as opções colocadas junto de seguradoras especializadas.
Perguntas frequentes
Onde encontro o limite por objeto na minha apólice?
Nas condições particulares, normalmente em «objetos de valor» ou «bens de valor especial». Há dois números: uma percentagem do capital do recheio para a categoria e um valor máximo por objeto. Ambos se aplicam e vale o mais baixo.
Uma joia tem de estar sempre no cofre?
Não, mas a apólice diz quando tem de estar. É habitual exigir que as peças acima de um certo valor fiquem num cofre classificado sempre que não são usadas, ou sempre que a casa fica vazia de noite.
O seguro paga o restauro ou o valor da obra?
Uma secção de arte bem construída paga as duas coisas: o custo do restauro e a desvalorização que fica depois dele. Numa perda total, paga o valor acordado.
De quanto em quanto tempo devo reavaliar a coleção?
Arte pelo menos de cinco em cinco anos; joias e relógios de dois em dois. Nas condições que colocamos, a data da avaliação decide se a proteção contra a subavaliação se aplica.
Posso segurar peças que estão em Portugal e em Espanha na mesma apólice?
Nas condições Private Clients que colocamos, sim: as peças podem estar guardadas em qualquer um dos dois países, com o mesmo interlocutor.
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A Adler & Rochefort é uma marca comercial da Ownizo, Unipessoal Lda., registada na ASF com o n.º 425591790/3. Informação geral prestada por um agente de seguros, que não substitui aconselhamento personalizado; o âmbito de cada apólice depende das respetivas condições e da aceitação do risco pela seguradora.
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